Mecão caiu hoje para a Série C. É triste, mas vamos nos reerguer.
Espero que Dado Cavalcante permaneça como técnico. Seria uma sensacional mudança de postura da direção. Também acho que há vários jogadores que têm condições de representar bem o América. Os dois laterais, Airton e Cafu, o zagueiro Cléber, Rone Dias e Marcelo Brás são ótimos exemplos. Também acho que deveriam ficar jogadores com mais identificação com o clube, como Rodolpho, Robson, Adalberto, Berg, entre outros. Não precisamos de uma super reformulação de elenco. Precisamos manter uma base. Até porque os jogadores que terminaram o campeonato não são os mesmos que fizeram a gente estar hoje nessa situação vexatória. O presidente Clóvis Emídio parece ser o homem certo para realizar uma mudança de pensamento dos dirigentes americanos. Espero que não nos decepcione como tantos outros já fizeram.
PS: 87Kg e baixando...
sábado, novembro 27, 2010
quinta-feira, outubro 07, 2010
Acabou a brincadeira
Assim como o Ronaldo, mas sem os travestis, estou uma baleia: 95kg e cento e poucos centímetros de cincunferência abdominal medidos na última sexta-feira. A médica declarou e sou oficialmente um gordo, com obesidade grau I. Não que eu já não soubesse disso, mas acho que o carimbo foi importante para que eu resolvesse tomar uma atitude. Acabou a brincadeira, vou emagrecer.
Como ainda me recupero de cirurgia, essa primeira semana foi apenas de "redução de ração" porque "regime" ou "dieta" não são coisas de cába homi.
Uns 20kg e muitos centímetros de pança é o que tenho que perder. Em breve, uma atualização sobre minha hoje periclitante forma. Vencerei a balança.
Como ainda me recupero de cirurgia, essa primeira semana foi apenas de "redução de ração" porque "regime" ou "dieta" não são coisas de cába homi.
Uns 20kg e muitos centímetros de pança é o que tenho que perder. Em breve, uma atualização sobre minha hoje periclitante forma. Vencerei a balança.
quarta-feira, setembro 01, 2010
Palpites
Vamos ao palpitão da temporada 2010/2011 dos principais campeonatos do futebol europeu. UEFA Champions League, Europa League e Campeonatos Inglês, Espanhol, Alemão, Italiano, Francês e Holandês. Deixem o de vocês também. Quem acertar o maior número de palpites receberá 5 reais em big-bigs, dindins de coco queimado e picolés de chiclete.
UEFA CHAMPIONS LEAGUE: Manchester United
EUROPA LEAGUE: Liverpool
INGLÊS: Chelsea
ESPANHOL: Barcelona
ALEMÃO: Bayern München
ITALIANO: Milan
FRANCÊS: Lyon
HOLANDÊS: Ajax
Torcerei por Milan, Liverpool, Arsenal, Real Madrid, Schalke 04, Milan, Lyon e Ajax, respectivamente. Em maio do ano que vem, conferimos.
UEFA CHAMPIONS LEAGUE: Manchester United
EUROPA LEAGUE: Liverpool
INGLÊS: Chelsea
ESPANHOL: Barcelona
ALEMÃO: Bayern München
ITALIANO: Milan
FRANCÊS: Lyon
HOLANDÊS: Ajax
Torcerei por Milan, Liverpool, Arsenal, Real Madrid, Schalke 04, Milan, Lyon e Ajax, respectivamente. Em maio do ano que vem, conferimos.
sexta-feira, agosto 27, 2010
Champions League 2010/2011
Hoje foram sorteados os grupos da Champions League. Abaixo a lista com meus palpites para cada grupo, já na ordem de classificação. Lembrando que os dois primeiros de cada se classificam para as oitavas e o terceiro vai para a Europa League.
Grupo A: Tottenham, Internazionale, Werder Bremen, Twente
Grupo B: Lyon, Schalke 04, Benfica, Hapoel Tel Aviv
Grupo C: Manchester United, Rangers, Valencia, Bursaspor
Grupo D: Barcelona, Rubin Kazan, Panathinaikos, Kobenhavn
Grupo E: Bayern, Roma, Cluj, Basel
Grupo F: Chelsea, Spartak Moscou, Olympique de Marseille, Zilina
Grupo G: Real Madrid, Milan, Ajax, Auxerre
Grupo H: Arsenal, Braga, Shakhtar Donetsk, Partizan
Depois que acabar o período de transferências, posto os meus favoritos nos principais campeonatos da Europa.
Grupo A: Tottenham, Internazionale, Werder Bremen, Twente
Grupo B: Lyon, Schalke 04, Benfica, Hapoel Tel Aviv
Grupo C: Manchester United, Rangers, Valencia, Bursaspor
Grupo D: Barcelona, Rubin Kazan, Panathinaikos, Kobenhavn
Grupo E: Bayern, Roma, Cluj, Basel
Grupo F: Chelsea, Spartak Moscou, Olympique de Marseille, Zilina
Grupo G: Real Madrid, Milan, Ajax, Auxerre
Grupo H: Arsenal, Braga, Shakhtar Donetsk, Partizan
Depois que acabar o período de transferências, posto os meus favoritos nos principais campeonatos da Europa.
terça-feira, agosto 10, 2010
Souza e mais 10. Mas ótimos 10.
Desde 2005, ano de retomada do América que havia caído para a Série C, tenho assistido a praticamente todos os jogos no Machadão. Vi as subidas de 2005 e 2006, a pífia campanha em 2007 e os sufocos de 2008 e 2009.
A coisa não vai bem este ano e, talvez por isso, lembrei bastante nesses últimos dias dos grandes jogos e grandes jogadores que por aqui passaram. Fiz uma lista com o 11 ideal 2005-2010, levando em consideração a melhor fase dos jogadores quando aqui atuaram, sua identificação com a torcida e importância nas conquistas. Daria um grande time:
1 – Fabiano: Jamais vi goleiro tão bom quanto ele no mano a mano, nos chutes à queima roupa. Era simplesmente brilhante quando encarava um centroavante. Salvou o Mecão em diversas oportunidades e sempre desempenhou papel de líder e protagonista. Rodolpho também é um goleiro sensacional, mas Fabiano será sempre o verdadeiro Paredão americano.
2 – Eduardo: Taí um jogador pelo qual a torcida nutria uma relação de amor e ódio. Revezava momentos espetaculares ofensivos com apagões devensivos. De qualquer forma, sempre mostrou muita qualidade e poder de decisão. Nesses últimos 5 anos, nenhum lateral foi melhor que Eduardo Arroz.
3 – Robson: O senso de posicionamento do xerifão é sua maior virtude. Não é um zagueiro muito veloz e sofre quando tem que jogar como defensor de combate. Mas, quando joga como homem da sobra, é extramemente competente. Sua presença no time transmite ao torcedor sempre uma agradável sensação de segurança. Joga muito o capitão.
4 – Roni: Tive dificuldade para escolher o companheiro de Robson na zaga, mas acabei por escolher o Roni porque formou uma das defesas mais sólidas dos últimos anos, contando também com Luiz Maranhão em grande fase. Tinha uma boa saída de bola e era muito forte no jogo aéreo. Merece estar na lista.
5 – Júlio Terceiro: Disposição e garra que beiram a fúria. Em sua melhor forma, não perdia uma jogada sequer. Além de ser extremamente preciso nos passes. Júlio Guerreiro incendiava a torcida e intimidava os adversários. Um monstro.
6 – Somália: A primeira sensação que se tem ao vê-lo jogar é que ele é desengonçado e que corre muito esquisito. Mas não se engane, o cara joga muito. E joga intensamente e em diversas posições: nas duas laterais, de volante, de meia... No Mecão, jogou a maioria das partidas na ala esquerda e, apesar de não ser sua posição de origem, foi impressionante. Nenhum lateral-esquerdo jogou mais que ele nesses últimos anos.
7 – Paulinho Kobayashi: Nos anos 90, jogando de forma mais ofensiva, já nos tinha dado muita alegria. Na última passagem, jogando como um bom volante, mostrou sua já tão conhecida categoria nos passes para ajudar na saída de bola e também uma surpreendente capacidade defensiva. Depois de Souza, meu jogador favorito. Um craque.
8 – Paulo Isidoro: Mais um craque que por aqui passou. Muita categoria e impressionante vigor físico eram características marcantes. Foi importantíssimo no acesso à Série A. Além dos gols, como o primeiro contra o Atlético-MG no Mineirão, Paulo Isidoro desempenhava um papel tático essencial para engrenagem da equipe. Fechava o meio-campo proporcionando mais liberdade para Souza jogar. O baiano estará sempre no coração dos alvirrubros.
9 – Lúcio Curió: Certeza de gol. Não se ganha um apelido como esse em vão. O cara tem tudo que um atacante precisa: velocidade, força e precisão nos arremates (com os pés e com a cabeça). Jogou por aqui na Série B, mas é, sem dúvida, um atacante de nível A. Acredito que se não sofrer com contusões, ainda vai brilhar muito no futebol o vaqueiro.
10 – Souza: Talvez o maior ídolo da história do América. Da história recente, certamente o maior. Craque de categoria internacional, foi fundamental no acesso para a Série A, tendo sido eleito o melhor jogador da competição, mesmo com o alvirrubro sendo apenas o 4º colocado. Souza é rei.
11 – Paulinho Marília: Foi o destaque do Mecão na campanha vitoriosa na Série C em 2005, quando fez brilhantes partidas e até gol de placa, como aquele contra o Novo Hamburgo nos 4x2 no Machadão. Não teve o brilhantismo do vaqueiro Lúcio, mas merece, indubitavelmente, estar nessa seleção.
A coisa não vai bem este ano e, talvez por isso, lembrei bastante nesses últimos dias dos grandes jogos e grandes jogadores que por aqui passaram. Fiz uma lista com o 11 ideal 2005-2010, levando em consideração a melhor fase dos jogadores quando aqui atuaram, sua identificação com a torcida e importância nas conquistas. Daria um grande time:
1 – Fabiano: Jamais vi goleiro tão bom quanto ele no mano a mano, nos chutes à queima roupa. Era simplesmente brilhante quando encarava um centroavante. Salvou o Mecão em diversas oportunidades e sempre desempenhou papel de líder e protagonista. Rodolpho também é um goleiro sensacional, mas Fabiano será sempre o verdadeiro Paredão americano.
2 – Eduardo: Taí um jogador pelo qual a torcida nutria uma relação de amor e ódio. Revezava momentos espetaculares ofensivos com apagões devensivos. De qualquer forma, sempre mostrou muita qualidade e poder de decisão. Nesses últimos 5 anos, nenhum lateral foi melhor que Eduardo Arroz.
3 – Robson: O senso de posicionamento do xerifão é sua maior virtude. Não é um zagueiro muito veloz e sofre quando tem que jogar como defensor de combate. Mas, quando joga como homem da sobra, é extramemente competente. Sua presença no time transmite ao torcedor sempre uma agradável sensação de segurança. Joga muito o capitão.
4 – Roni: Tive dificuldade para escolher o companheiro de Robson na zaga, mas acabei por escolher o Roni porque formou uma das defesas mais sólidas dos últimos anos, contando também com Luiz Maranhão em grande fase. Tinha uma boa saída de bola e era muito forte no jogo aéreo. Merece estar na lista.
5 – Júlio Terceiro: Disposição e garra que beiram a fúria. Em sua melhor forma, não perdia uma jogada sequer. Além de ser extremamente preciso nos passes. Júlio Guerreiro incendiava a torcida e intimidava os adversários. Um monstro.
6 – Somália: A primeira sensação que se tem ao vê-lo jogar é que ele é desengonçado e que corre muito esquisito. Mas não se engane, o cara joga muito. E joga intensamente e em diversas posições: nas duas laterais, de volante, de meia... No Mecão, jogou a maioria das partidas na ala esquerda e, apesar de não ser sua posição de origem, foi impressionante. Nenhum lateral-esquerdo jogou mais que ele nesses últimos anos.
7 – Paulinho Kobayashi: Nos anos 90, jogando de forma mais ofensiva, já nos tinha dado muita alegria. Na última passagem, jogando como um bom volante, mostrou sua já tão conhecida categoria nos passes para ajudar na saída de bola e também uma surpreendente capacidade defensiva. Depois de Souza, meu jogador favorito. Um craque.
8 – Paulo Isidoro: Mais um craque que por aqui passou. Muita categoria e impressionante vigor físico eram características marcantes. Foi importantíssimo no acesso à Série A. Além dos gols, como o primeiro contra o Atlético-MG no Mineirão, Paulo Isidoro desempenhava um papel tático essencial para engrenagem da equipe. Fechava o meio-campo proporcionando mais liberdade para Souza jogar. O baiano estará sempre no coração dos alvirrubros.
9 – Lúcio Curió: Certeza de gol. Não se ganha um apelido como esse em vão. O cara tem tudo que um atacante precisa: velocidade, força e precisão nos arremates (com os pés e com a cabeça). Jogou por aqui na Série B, mas é, sem dúvida, um atacante de nível A. Acredito que se não sofrer com contusões, ainda vai brilhar muito no futebol o vaqueiro.
10 – Souza: Talvez o maior ídolo da história do América. Da história recente, certamente o maior. Craque de categoria internacional, foi fundamental no acesso para a Série A, tendo sido eleito o melhor jogador da competição, mesmo com o alvirrubro sendo apenas o 4º colocado. Souza é rei.
11 – Paulinho Marília: Foi o destaque do Mecão na campanha vitoriosa na Série C em 2005, quando fez brilhantes partidas e até gol de placa, como aquele contra o Novo Hamburgo nos 4x2 no Machadão. Não teve o brilhantismo do vaqueiro Lúcio, mas merece, indubitavelmente, estar nessa seleção.
terça-feira, agosto 03, 2010
Um retorno?
Aproveitando que os blogs estão fora de moda, volto a usar este espaço para escrever inutilidades sobre futebol e outros assuntos.
Minha a poucos relevante opinião estará aqui impressa e servirá ao menos de registro histórico para minha futura vergonha alheia do meu eu passado. Ou, quem sabe, para que me orgulhe do que pensava. Veremos.
PS: Tive um conflito mental sobre a utilização ou não da expressão 'impressa' no texto, mas decidi mantê-la.
sexta-feira, outubro 03, 2008
quinta-feira, junho 05, 2008
CALA-TE BOCA !!!

Dedico o texto abaixo a todos os não-torcedores do Fluminense, principalmente aos do Estado do Rio de Janeiro, que tinham convicção numa derrota do FLUZÃO:
Obrigado por terem assistido o jogo que entrou para a história do futebol.
SAUDAÇÕES TRICOLORES a todos os TRICOLORES DE CORAÇÃO!!!
"CALA-TE BOCA".
sábado, maio 24, 2008
"A Pátria Tricolor em Chuteiras"

Transcrevo comentário de meu amigo tricolor "Puskas", publicado no blog do Lédio Carmona, no dia 22/MAI. Apreciem e registrem seus comentários. Obrigado. JLevis.
"Grande Lédio, amigos, boa noite!
E que noite!
Vivos e mortos estavam no Mário Filho esta noite. Ao todo, contei 200.000 espectros sentados ao lado do vivos no estádio. Quem não foi ao jogo hoje, ainda não pode morrer...Quem não viu a vitória do Fluminense hoje, ainda tem contas a prestar....
Estava sentado nas azuis embaixo do Milton Leite quando percebi que havia um sujeito sentado, roupas frouxas, amassadas, que não parava de escrever numa máquina ... Perguntei ao amigo do lado quem era o cara e ele me perguntou: "Quem?" Percebi que só eu via. Cheguei perto para ver e era o Nélson...
Puxei conversa. Nelson, o jogo vai ser duro... Ele virou-se e disse: "vai ser 3x1 para nós".
- Caramba Nelson, como vc sabe?
- Está escrito há 5000 anos que essa partida vai ser 3x1 para o FLuminense.
- Mas o São Paulo não leva 3 gols assim...
- Se os fatos dizem que o São Paulo não leva 3 gols, pior para os fatos....
Achei que ele estava ficando impaciente comigo e fiquei quieto. Ele, na sua bondade franciscana, virou-se para mim e disse:
- E tem mais, olha lá do lado do Fernando Henrique.
Fixei o olhar e lá estava ele: São Castilho. Fez um sinal de positivo para mim. Olhei de volta para o Nelson e ele piscou: "É só para garantir..."
Começa o jogo e parece que vamos ganhar mesmo, a coisa anda bem, mas o primeiro tempo é só 1x0. No intervalo olhei para o alto e senti calafrios: Vi o Sobrenatural de ALmeida sentado carrancudo na marquise do Mário Filho. Apontei o sujeito para o Nélson.
- Carambolas, ele não!
Mas, apesar de o ALmeida ter mandado o RG substituir o Arouca, desmoronando o meio-campo, Castilho agarrou demais hoje, ali do lado do FH. No terceiro gol olhei para mandar uma banana para o ALmeida mas ele já tinha sumido.
No final do jogo, no meio da apoteose da Torcida Tricolor, vi Castilho descendo para o vestiário, exausto, suado. Parou na boca do túnel e acenou para mim. Bati palmas.
O Nelson, me passou as folhas que escreveu e falou:
-Não te disse? Ah, leva isso aqui e escreve naquele jornal na Internet do Lédio. Saudações Tricolores.
Mais do que nunca: Saudações Tricolores!".
quinta-feira, maio 22, 2008
SIMPLESMENTE INESQUECÍVEL!!!

Bom dia!!! Uma hora e dezenove minutos do dia 22 de maio de 2008. Parece que foi ontem, mas pra mim ainda é hoje. Que emoção! Haja coração! Maracanã com 80.000 tricolores, ansiosos, vivendo uma tensão imensurável. Conseguimos hoje descobrir mais uma fonte alternativa de energia, a energia "tricolor", composta de alto teor de esperança, de harmonia e de sangue, esse último no sentido de raça e de determinação. Eu não queria deixar este blog em branco, num dia tão marcante para as torcidas tricolores. A do Rio se deu bem, já a outra ... Desculpem-me parar por aqui mas prometo que voltarei contando sobre essa noite inesquecível vivida no Maracanã. VENCE O FLUMINENSE, COM O VERDE DA ESPERANÇA, POIS QUEM ESPERA SEMPRE ALCANÇA.
OBRIGADO A EQUIPE TRICOLOR, que represento pela figura do NOSSO ARTILHEIRO WASHINGTON, CORAÇÃO VALENTE, GUERREIRO TRICOLOR, WASHINGTON É MATADOR!!!
SAUDAÇÕES TRICOLORES !!!
sábado, maio 17, 2008
A FORMATURA DA MINHA FILHA.

Antes de mais nada, desculpem-me pelo tamanho do texto, mas é proporcional à emoção.
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Tudo começou em 2004, ou melhor, na década de 80, no “Marinheiro Trapalhão”, prosseguiu na década de 90, no “Chapeuzinho Vermelho”, e assim foi. Transposta a etapa de colégios, cursinho, vestibular e UFRN, vamos para 2004, recém-chegados à cidade maravilhosa. Transferência para a UERJ, trabalhosa, mas obtida. Já lá se vão 4 anos, de estudos, de greves, de badalações, de vida universitária.
Mais uma formatura para nós, pais com idade centenária, obviamente se somadas. O convite da “Stylus” (organizadora do evento) é muito bonito. A formanda, após entregá-lo e observar as reações dos pais, parece-me que ficou triste por eu não ter chorado ou demonstrado emoção. O choro é uma reação espontânea e não aconteceu. Por quê? Porque homem que é homem não chora!!!
Treze de maio de dois mil e oito, dezoito horas e quarenta e cinco minutos, adentramos, pai e mãe da formanda, o auditório de um teatro da UERJ. Começava ali o ato solene, ou melhor, quase solene, de colação de grau.
Levei minha câmera digital, que comporta 2 pilhas, e mais 4 pilhas de reserva. Eram ao todo 7 pilhas. É possível que a maioria dos Cientistas Sociais não goste de matemática, mas não de forma tão explícita: 2+4=7 (?). Explico: 2 pilhas na câmera, aquelas recarregáveis; mais 4 pilhas alcalinas; e eu, uma pilha. Não contei a mãe, que parecia estar calma.
Filha, do recebimento do convite até a data de sua formatura, acumulei, sem saber, muita carga. Mas não chorei!!! Como vocês sabem, macho que é macho não chora, “sua” pelos olhos. E eu suei, suei por toda a formatura. E que formatura!!! Revestida de informalidade, conduzida por um casal de formandos muito bem humorados, ao som de belas e agradáveis músicas, ficará marcada positivamente para todos que lá estavam.
Estava “invisivelmente emocionado”, pois macho que é macho (repito) não se emociona, muito menos “visivelmente”. A cada minuto me perguntava se minha mulher percebia que eu secava o “suor ocular”. Fiz movimentos muito sutis, buscando disfarçar meu “calor”. Fiquei até resfriado por alguns instantes, tendo que fazer aquela inspiração “úmida”, não sei por quê.
Para aqueles que não puderam comparecer, farei uma descrição do evento, com toda a discrição possível, uma vez que essa, a discrição, não foi a tônica da cerimônia. Cerimônia sem cerimônia, que a fez singular. A entrada dos formandos deu-se pelo mesmo local de acesso dos convidados, o hall de entrada do teatro, um a um, ou um a uma, ou uma a um, se dirigiam para ocupar seu assento no palco, numa pequena arquibancada. Pronto! Formandos em posição, todos sentados à procura de seus familiares e amigos na platéia. “Robeeeeeerrrrrrrrrtaaa”, “Beta”, eram as palavras mais ouvidas vindas da platéia. Torcida organizada, muito bem organizada, com faixa e tudo mais. Felicidade é a tradução que tenho para essa torcida. Em seguida, foram convocados os componentes da mesa, professores e funcionários. O locutor profissional dá a vez ao casal de formandos que passam a conduzir a “festa”, isto é, a formatura.
O bom humor se fazia presente também entre os formandos, quando, de vez em quando, erguiam um cartaz com mensagens especiais: “PROCURO EMPREGO: LAVO, PASSO E COZINHO”, e outras mais, bem criativas.
Confesso que, quando comecei a ler o convite, aquele que eu falei lá em cima, fiquei um pouco preocupado com o conteúdo, e não li mais. O começo era um diálogo entre os apresentadores que confundiam “Ciências Sociais” com “Serviço Social”. Falavam em ”epistemologia”, “episte...o quê?”.
Traduzo (do Aurélio): “Conjunto de conhecimentos que têm por objeto o conhecimento científico, visando a explicar os seus condicionamentos (sejam eles técnicos, históricos, ou sociais, sejam lógicos, matemáticos, ou lingüísticos), sistematizar as suas relações, esclarecer os seus vínculos, e avaliar os seus resultados e aplicações”. Parecia meio sem graça, cansativo, à noite, depois de um dia de trabalho. Então resolvi e deixei que a surpresa se fizesse no dia D, e fui muito feliz na minha decisão.
Começaram as homenagens, muito bem justificadas, emocionadas e espontâneas (minha impressão), algumas revestidas de humor agradável e com uma música da melhor qualidade. Vários foram os formandos chamados para narrar as qualidades e feitos dos homenageados. E vez por outra, uma placa era erguida por uma formanda, dando o seu recado bem humorado.
Dois discursos de dois paraninfos de duas turmas, uma da manhã e outra da noite. O primeiro, creio que professor de Sociologia do Futebol, fez um discurso de pai pra filhos, de um pai que quer muito bem a seus filhos. O segundo, de improviso, feito por um professor mais jovem, primeira vez como paraninfo, foi bem interessante, apesar de vários momentos de divagação, na lembrança de seu tempo de universitário.
Ah, eu havia me esquecido. A cerimônia teve início com todos de pé, a cantar o Hino Nacional. Momento cívico muito bonito e respeitado por todos. BRASIIIIILLLL!!!
Retomando, não no sentido de “tomar de novo”, mas sim de continuar a narrativa, chegara a hora da colação de grau. Chamada por ordem alfabética.
Para cada formando, no telão (tinha um telão que eu não falei) apareciam fotos suas desde a infância até os dias de hoje.
Para cada formando um texto com suas particularidades, aos olhos de seus amigos.
Cada formando recebia o seu “canudo”, cumprimentava os componentes da mesa, e voltava para o seu lugar. Mais placas, aquelas placas, apareciam. Gostaria muito de registrá-las nesse texto, quem sabe a autora me envia e autoriza.
Permita-me Roberto Carlos, eram tantas emoções... Eu estava com o ritmo cardíaco um pouco alterado, talvez por umas gotas de adrenalina, que teimavam em aumentar seu volume. Minha emoção e felicidade em compartilhar aquele momento com dezenas de pessoas que presenciavam um sonho se tornar realidade, aumentava o meu suor, lembram, aquele suor. Foi então que tomei uma outra decisão, vou fotografar ou filmar minha filha recebendo o diploma? Perguntei a opinião da minha esposa e ela foi categórica: não sei, você é quem sabe! Decidi fotografar. Seria melhor mandar as fotos para os parentes e amigos. Que nada, errei !!! A foto saiu tremida, creio que foi devido a algum terremoto na área do teatro, provavelmente com o epicentro na minha poltrona. Ainda bem que a “Stylus” fotografou e filmou tudo, vou pagar pra ver, literalmente.
Juramento, o juramento, que juramento. Foram três, tipo cobrança de pênalti, mas só valeu o último, que era pra valer. O formando fez o primeiro, cujo texto não tinha nada a ver com o juramento, e no meio do mesmo, do juramento, ele disse que era brincadeira, que não tinha nada a ver. Risos, gritos, “Beta”, e assim foi. Veio a segunda tentativa, o mesmo formando, bola na marca, todos os formandos com o braço direito erguido, naquela posição de juramento, menos ele. Mesmo assim começou: “Prometo...”, quando foi interrompido por todos para que erguesse o braço direito direito e fizesse direito, apesar de cientista social. Terceira e última cobrança, ou melhor, juramento. Perfeito!!! Parabéns jovens bacharéis, continuem com seus estudos e façam o melhor para vocês, para todos os seus, e para o nosso país, não necessariamente nessa ordem.
Encerrada a cerimônia, chapéus ao alto, beijos, abraços e lágrimas (menos eu), e boa sorte a todos, sejam felizes!!!
Na saída, uma multidão no hall de entrada ou de saída, aguardava os mais novos cientistas sociais do país, já despidos das becas. Eu, tranqüilo, próximo à porta por onde eles saíam, aguardava minha filha para poder cumprimentá-la e fotografá-la, sem o mínimo de ansiedade. De repente, não mais que de repente, surgiu a Roberta, sua amiga. Não sei o que aconteceu, provavelmente pelo fato de ter ouvido e torcido por ela durante a cerimônia, não me contive e bradei: “Robeeeeeerrrrrrrrrtaaa”. Depois a cumprimentei, ela foi embora, e então, após alguns instantes, dei conta do susto que ela deve ter levado. Desculpe-me, foi sem querer, foi instintivo.
Pouco tempo depois, chegou a minha filha, beijos e abraços, fotos, e caminho de casa. A jornada continua.
Minha filha, que a placa em sua homenagem, se transforme em realidade, não só pela aparência. Beijos e não vou falar que te amo, porque isso é coisa de boiola e seu pai é muito macho.
Rio de Janeiro, em 13 de maio de 2008.
JLevis
segunda-feira, maio 12, 2008
EU NÃO AGÜENTO MAIS !!!
Não vou falar do meu FLUMINENSE. Ops, desculpem-me, já falei. Não adianta, o amor é lindo...
O que me traz aqui hoje é a minha indignação, ou melhor, irritação ao assistir jogos de futebol. A jogada se desenvolve até que é parada por uma falta. Pronto! Começou a minha agonia. O jogador que sofreu a falta está lá, recém-caído no gramado e, imediatamente, independente da gravidade da falta, levanta o braço unindo o polegar ao indicador, balançando a mão freneticamente, num movimento de vai-e-vem, clamando por um cartão amarelo para o autor da falta. CHEGA!!! Jogador de futebol é jogador de futebol. Árbitro é árbitro. Mãe é mãe. Vaca é vaca. E assim vai...
Então, por que o jogador se insurge contra o árbitro? Que tal uma decisão de punir os jogadores-árbitros que vivem querento apitar? Que os árbitros se imponham para que tenhamos um Campeonato Brasileiro agradável de assistir e pleno de emoções em campo, de boas emoções.
Como eu disse, função do jogador de futebol é jogar futebol. Chega de querer apitar! EU NÃO AGÜENTO MAIS!!!
O que me traz aqui hoje é a minha indignação, ou melhor, irritação ao assistir jogos de futebol. A jogada se desenvolve até que é parada por uma falta. Pronto! Começou a minha agonia. O jogador que sofreu a falta está lá, recém-caído no gramado e, imediatamente, independente da gravidade da falta, levanta o braço unindo o polegar ao indicador, balançando a mão freneticamente, num movimento de vai-e-vem, clamando por um cartão amarelo para o autor da falta. CHEGA!!! Jogador de futebol é jogador de futebol. Árbitro é árbitro. Mãe é mãe. Vaca é vaca. E assim vai...
Então, por que o jogador se insurge contra o árbitro? Que tal uma decisão de punir os jogadores-árbitros que vivem querento apitar? Que os árbitros se imponham para que tenhamos um Campeonato Brasileiro agradável de assistir e pleno de emoções em campo, de boas emoções.
Como eu disse, função do jogador de futebol é jogar futebol. Chega de querer apitar! EU NÃO AGÜENTO MAIS!!!
terça-feira, maio 06, 2008
VENCEU, MAS NÃO CONVENCEU !!!

Sou tricolor de coração!!!
Coração que a cada jogo sofre, bate forte com adrenalina pura, de puro sofrimento.
Coração que é a especialidade do nosso presidente, Horcades.
Coração que fez sofrer o nosso artilheiro, Washington.
Coração que tem 100 jogos pelo Fluminense, com muita raça, a raça tricolor de Roger.
Coração que ficou triste com o afastamento temporário do melhor zagueiro do Brasil, Thiago Silva.
Coração que parece debilitado dada a apatia de alguns jogadores que atravessam uma fase péssima.
Coração que passou para as quartas-de-final da Libertadores.
Coração que começa a bater em novo compasso no Campeonato Brasileiro.
HAJA CORAÇÃO !!!
Vencemos, 1 x 0, mas não fiquei convencido. Convencido fiquei da tormenta que iremos enfrentar.
Que o nosso sofrimento se transforme em alegria e que a estrela do Renato Gaucho, um pouco chamuscada, volte a brilhar.
SAUDAÇÕES TRICOLORES!!!
domingo, maio 04, 2008
Acabou e vai começar ...
Chega ao fim o campeonato carioca de 2008. Há uma lição a se extrair:
"Quem não tem competência não se estabelece".
Foi o que aconteceu com o Fluminense, não teve competência para "fazer um 31" (seria um belo merchandising).
Nosso foco agora é a Libertadores que deverá nos libertar dessa apatia que se abate sobre a equipe. Entendam por "equipe" não só os 11 jogadores, mas todos que fazem o Fluminense. A torcida, um dos componentes dessa equipe, tem feito a sua parte. Na final da Taça Rio a festa foi indescritível. Pena que tenha acabado antes da hora e deixado represada a alegria tricolor.
Mas vamos lá!!! Vai começar ... diz a nossa canção. Temos força para a virada, no bom sentido, é claro. Começou hoje com a lição do campeonato carioca e o título conseguido pelos juniores, CAMPEÃO CARIOCA DE 2008, e continuará na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, desde que a "equipe" tenha ATITUDE, DETERMINAÇÃO, PERSEVERANÇA, VONTADE DE VENCER, de ser um AUTÊNTICO CAMPEÃO.
"Sou tricolor de coração, sou do time TANTAS VEZES CAMPEÃO".
JLevis

Homenagem a equipe de juniores, campeã carioca de 2008.
"Quem não tem competência não se estabelece".
Foi o que aconteceu com o Fluminense, não teve competência para "fazer um 31" (seria um belo merchandising).
Nosso foco agora é a Libertadores que deverá nos libertar dessa apatia que se abate sobre a equipe. Entendam por "equipe" não só os 11 jogadores, mas todos que fazem o Fluminense. A torcida, um dos componentes dessa equipe, tem feito a sua parte. Na final da Taça Rio a festa foi indescritível. Pena que tenha acabado antes da hora e deixado represada a alegria tricolor.
Mas vamos lá!!! Vai começar ... diz a nossa canção. Temos força para a virada, no bom sentido, é claro. Começou hoje com a lição do campeonato carioca e o título conseguido pelos juniores, CAMPEÃO CARIOCA DE 2008, e continuará na Libertadores e no Campeonato Brasileiro, desde que a "equipe" tenha ATITUDE, DETERMINAÇÃO, PERSEVERANÇA, VONTADE DE VENCER, de ser um AUTÊNTICO CAMPEÃO.
"Sou tricolor de coração, sou do time TANTAS VEZES CAMPEÃO".
JLevis

Homenagem a equipe de juniores, campeã carioca de 2008.
quinta-feira, maio 01, 2008
HAJA CORAÇÃO !!!

Quarta-feira, dia 30 de abril de 2008, véspera do feriadão, 22 horas em Brasília e no Rio também. Começou o jogo. Fluminense x Atlético Nacional, primeira partida das oitavas de final da Libertadores. Quatro pessoas estavam em casa. Eu, minha esposa e dois de nossos quatro filhos. Tricolores eu e os filhos. Torcedores convictos, supersticiosos e completamente nervosos. Eu na sala, minha filha no quarto dela, meu filho no quarto dele e minha esposa no nosso quarto. A postura do time nos preocupa, ou melhor, a postura de alguns jogadores nos apavora. Erros de passe, chutes a esmo, fizeram que eu me perguntasse se esses "alguns jogadores" conhecem os fundamentos básicos do futebol. Mas o tempo vai passando e de repente, Júnior César, um velocista, adentra a área "inimiga" e cai. Pênalti!!! Além do pênalti o goleiro adversário é expulso. E isso tudo com cerca de 15 minutos de jogo. Até esse momento eu não assistia a cobrança dos pênaltis pelo Fluminense, não sei se por covardia ou nervosismo. Decidi então assistir. Thiago Neves cobrou, o novo goleiro chegou perto mas não deu. GOL DO FLUMINENSE!!! Muita calma nessa hora! O placar poderia fazer com que o time recuasse. Mas com um jogador a mais? Será que não temos time para "partir pra dentro"? Pronto, criado o cenário da incerteza. Essa incerteza se transformou em certeza quando o Atlético Nacional começou a gostar do jogo e o Fluminense fazendo de tudo para satisfazer essa sensação. Não demorou muito e "voilà", gol do Atlético", numa rebatida de bola do Washington, um batalhador em campo, que deveria estar na área adversária e não na própria área. Na minha opinião, o Washington é um goleador que passa por um isolamento em campo, com abstinência de bolas altas para o seu cabeceio certeiro, e lançamentos que permitam romper a área adversária e chutar em gol. Intervalo de jogo empatado, encontro com meus filhos no corredor e começam os comentários: o Renato tem que fazer substituições no intervalo, deve tirar o "Mabriel" que só está fazendo "gerda"; nunca vi tanto passe errado; será que o pessoal não sabe cobrar escanteio; e uma enxurrada de questionamentos. Há alguma coisa de errado, o descontentamento não é à toa. Começa o segundo tempo, zero substituições no Fluminense. E o jogo continua e o sofrimento também. Será que vamos perder pra nós mesmos, de novo??? Mais uma vez, de repente, surge o Conca, um batalhador, e chuta a gol e GOL DO FLUMINENSE!!! UFA!!! Não preciso escrever o que veio depois pois essa história se repete em todos os nossos jogos. Final FLU 2 x 1 ATLÉTICO NACIONAL. Próximo jogo dia 6/MAI, 3ª feira, 18 horas e 30 minutos no Maracanã. Eu vou, sou supersticioso. Fui aos outros jogos da Libertadores e ganhamos. Não devo quebrar a corrente. Gostaria apenas que o time lembrasse do que fez no jogo contra o Arsenal. Foi es-pe-ta-cu-lar.
Por último, não poderia deixar de registrar a presença do DODÔ em campo. Está na hora de ele começar a dar aulas à equipe. Que toque de bola refinado, que noção de posicionamento, em suma, um craque. Ainda bem que ele voltou. Ao Thiago Silva (PQP, é o melhor zagueiro do Brasil) nossos votos de breve recuperação. Roger, um campeão, faça com que a equipe ACORDE. Você é um dos que simboliza a "raça tricolor"!!! QUEREMOS O FLUMINENSE QUE JOGOU CONTRA O ARSENAL E A FAVOR DE SI MESMO !!! Temos um elenco dos melhores do Brasil e um "toque de bola" dos piores. É irritante ver a bola rolando de um lado para o outro, às vezes para trás, e não são poucas vezes. Uma crítica quanto a um lance que eu não agüento mais: cobrança de lateral pelo Júnior César, no ataque, jogando a bola dentro da área. Devo ter visto mais de trezentas cobranças sem qualquer aproveitamento. Não dá!!! Será que só eu estou vendo isso? Se eu estiver certo, creio que cabe ao "técnico" Renato avisar ao JN para apenas repor a bola em jogo.
Finalizando, peço aos nossos atletas tricolores que chutem a bola em direção ao gol adversário. Não deixem as luvas dos goleiros limpas. É certo que deve haver um treinamento para que nossa pontaria melhore, mas por favor, CHUTEM A GOL!!! O Conca fez isso uma vez e fez o gol salvador. O Dodô entrou e a primeira bola que pegou chutou a gol, num dos lances mais perigosos do nosso ataque.
Concluo meu desabafo tal qual um puxador de samba:
"TRICOLOR, CHEGOU A HORA!!! A LIBERTADORES É NOSSA!!!
Até a próxima terça.
Saudações Tricolores e
HAJA CORAÇÃO !!!
quarta-feira, outubro 17, 2007
abc 1x5 América
Ontem, pela Copa RN, o Mecão derrotou o abc pelo placar de 5x1.
O time de preto estava em situação confortável. Disputando vaga para o campeonato brasileiro da série B, escalou um time aspirante, formado em grande parte por jogadores sub-20.
A decisão, a meu ver acertada, tinha como principal objetivo resguardar o time principal para a partida desta quinta, contra o Atlético Goianiense.
Não se pode, entretanto, deixar de ressaltar que também carregava a pretensão de colocar o Dragão contra a parede. Transferir toda a responsabilidade da vitória para o time alvirrubro, que se não conseguisse um resultado positivo, entraria em crise.
(sim, o América está em crise. Mas a pior fase já passou. Já é momento do reerguer).
O engraçado é que os abcdistas realmente acreditaram que venceriam o América com um time aspirante. Um absurdo, decorrente da enorme soberba que tem tomado os que vestem preto e branco e que, há não muito tempo, também contaminou os americanos.
Parecem não lembrar que disputam a Série C e que fazem um esforço enorme para alcançar aquilo que o rival tentou evitar durante todo o ano. Esquecem que o elefante luta desesperadamente por algo que o Dragão nada precisa fazer para alcançar.
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Ao contrário da maioria dos meus amigos americanos, torço para que o abc suba para a série B, acompanhado de Bahia, Nacional e Vila Nova (do artilheiro fanfarrão Túlio Maravilha).
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Sim, a equipe que vencemos não era a principal do abc. Mas foi 5x1, na casa deles. E golear é sempre divertido.
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Não reprovo os companheiros alvirrubros que ainda comemoram a vitória. Só acho que não se trata de revanche pela derrota no Estadual. São, logicamente, partidas de pesos diferentes.
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Ridículo o comportamente de alguns abcdistas. São goleados e, ainda assim, acham que podem malhar os adversários. Cuidado com a soberba.
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Digam o que quiser, mas a melhor equipe do Rio Grande do Norte é o América.
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Podemos não ser os melhores, mas, certamente, somos o time mais guerreiro do Brasil.
Dá-lhe Mecão!
quarta-feira, outubro 10, 2007
Dopagem
Texto sensacional, escrito por Nivaldo Pereira, publicado hoje, no Blog do Juca Kfouri.
O Arsenal era o time de futebol dos pescadores de Zumbi.
Vestia camisas brancas com uma faixa diagonal vermelha.
O calção podia ser de qualquer cor.
Sua gênese: a presença de marinheiros ingleses de passagem "por aquelas bandas".
Zumbi é uma entre tantas praias deslumbrantes no Rio Grande do Norte.
Próxima ao Cabo de São Roque, perto de Natal e distante de Deus, posição que orientaria a estratégia americana na II Guerra Mundial ao construir uma base militar no litoral brasileiro, logística de suprimento aos aliados nos front europeu e africano.
Mas não é de guerra e menos dos yanques que recordo.
Lembro e jamais esquecerei da arrogância do Botafogo, time de Pititinga, principal adversário do saudoso Arsenal.
Pititinga, a uma légua de Zumbi, era uma comunidade desenvolvida: tinha escola com primário, estrada e marinheiros aposentados, que viajaram por um bocado de lugar.
Falam , mas não acredito, que alguns pititingas foram ao estrangeiro.
Povo besta. Besta, mentiroso e ruim de bola.
O Arsenal surrava o Botafogo todo mês, doze vezes por ano.
Em nossa casa e no chiqueiro deles.
Fazíamos a barba com os aspirantes e o cabelo com os titulares.
O aspirante do Arsenal era tão bom que formou um time dissidente chamado de Calor do Ar, porque ganhou umas camisas azuis de um tenente da FAB que um dia se perdeu, apareceu lá em Zumbi, tomou umas cachaças com peixe frito e ficou amigo dos zumbis, povo simpático e acolhedor.
Mas voltemos às surras que a gente dava nos vizinhos .
Cansados de apanhar, os pititingas passaram a enchetar o Botafogo com jogadores de Natal e de outras redondezas.
Até jogador de federação, que já dera entrevista na Rádio Cabugi, eles trouxeram, pagando, não sei como, para marcar nossos craques: Betinho, Catimbira, Mané Sabina, Chico de Lina, Bubu, Chico de Pedro... sem esquecer General, filho de Mane Baú, um goleiro tão bom que só não ficou no Alecrim de Natal porque teve saudade da namorada, essas coisas que ocorrem também com profissional do Rio e de São Paulo que vai pro exterior. General era melhor do que Gilmar.
Enchetado de jogador de federação o Botafogo passou a vencer o Arsenal.
De fevereiro a julho ganhou quatro e empatou duas.
Até goleada teve e isso me envergonho de contar.
Foi quando procuramos ajuda do tenente da FAB.
O Arsenal tinha de melhorar o "rendimento físico", diagnosticou o milico enfático: "esse time de Pititinga tá cheio de jogador dopado. Vocês têm que se dopar também".
Falou com a segurança de um tenente da Aeronáutica e foi embora.
No domingo, mais um Arsenal X Botafogo, no chiqueiro deles.
Nossa torcida pedia vingança, maneira de jogar na cara dos pititingas o mofo da arrogância e passar o mês de agosto sorrindo e contando lorotas.
Sábado, véspera do clássico, pátio da capela, tradicional lugar para os acertos finais.
Pedro Neves, um comunista receitador de remédio que chegou em Zumbi ninguém sabe como trouxe a fórmula do doping que permitiria ao Arsenal enfrentar o Botafogo em pé de igualdade: seis latas de goiabada cascão e doze melhoral, comprados na bodega de Nezinho e ingeridos ainda no sábado.
O restante dos entorpecentes foi adquirido clandestinamente e tomado atrás de uma moita pouco antes do jogo: l5 garrafas de coca-cola e meio quilo de sal.
Ingerimos a mistura e partimos pro jogo.
Ganhamos na bola e no pau.
Três gols de Catimbira.
Trinta anos passados ainda temo a apresentação de recurso ao STJD.
Os pititingas são chegados a essas coisas de leis.
'Eu joguei dopado'
Por NIVALDO PEREIRA
Por NIVALDO PEREIRA
O Arsenal era o time de futebol dos pescadores de Zumbi.
Vestia camisas brancas com uma faixa diagonal vermelha.
O calção podia ser de qualquer cor.
Sua gênese: a presença de marinheiros ingleses de passagem "por aquelas bandas".
Zumbi é uma entre tantas praias deslumbrantes no Rio Grande do Norte.
Próxima ao Cabo de São Roque, perto de Natal e distante de Deus, posição que orientaria a estratégia americana na II Guerra Mundial ao construir uma base militar no litoral brasileiro, logística de suprimento aos aliados nos front europeu e africano.
Mas não é de guerra e menos dos yanques que recordo.
Lembro e jamais esquecerei da arrogância do Botafogo, time de Pititinga, principal adversário do saudoso Arsenal.
Pititinga, a uma légua de Zumbi, era uma comunidade desenvolvida: tinha escola com primário, estrada e marinheiros aposentados, que viajaram por um bocado de lugar.
Falam , mas não acredito, que alguns pititingas foram ao estrangeiro.
Povo besta. Besta, mentiroso e ruim de bola.
O Arsenal surrava o Botafogo todo mês, doze vezes por ano.
Em nossa casa e no chiqueiro deles.
Fazíamos a barba com os aspirantes e o cabelo com os titulares.
O aspirante do Arsenal era tão bom que formou um time dissidente chamado de Calor do Ar, porque ganhou umas camisas azuis de um tenente da FAB que um dia se perdeu, apareceu lá em Zumbi, tomou umas cachaças com peixe frito e ficou amigo dos zumbis, povo simpático e acolhedor.
Mas voltemos às surras que a gente dava nos vizinhos .
Cansados de apanhar, os pititingas passaram a enchetar o Botafogo com jogadores de Natal e de outras redondezas.
Até jogador de federação, que já dera entrevista na Rádio Cabugi, eles trouxeram, pagando, não sei como, para marcar nossos craques: Betinho, Catimbira, Mané Sabina, Chico de Lina, Bubu, Chico de Pedro... sem esquecer General, filho de Mane Baú, um goleiro tão bom que só não ficou no Alecrim de Natal porque teve saudade da namorada, essas coisas que ocorrem também com profissional do Rio e de São Paulo que vai pro exterior. General era melhor do que Gilmar.
Enchetado de jogador de federação o Botafogo passou a vencer o Arsenal.
De fevereiro a julho ganhou quatro e empatou duas.
Até goleada teve e isso me envergonho de contar.
Foi quando procuramos ajuda do tenente da FAB.
O Arsenal tinha de melhorar o "rendimento físico", diagnosticou o milico enfático: "esse time de Pititinga tá cheio de jogador dopado. Vocês têm que se dopar também".
Falou com a segurança de um tenente da Aeronáutica e foi embora.
No domingo, mais um Arsenal X Botafogo, no chiqueiro deles.
Nossa torcida pedia vingança, maneira de jogar na cara dos pititingas o mofo da arrogância e passar o mês de agosto sorrindo e contando lorotas.
Sábado, véspera do clássico, pátio da capela, tradicional lugar para os acertos finais.
Pedro Neves, um comunista receitador de remédio que chegou em Zumbi ninguém sabe como trouxe a fórmula do doping que permitiria ao Arsenal enfrentar o Botafogo em pé de igualdade: seis latas de goiabada cascão e doze melhoral, comprados na bodega de Nezinho e ingeridos ainda no sábado.
O restante dos entorpecentes foi adquirido clandestinamente e tomado atrás de uma moita pouco antes do jogo: l5 garrafas de coca-cola e meio quilo de sal.
Ingerimos a mistura e partimos pro jogo.
Ganhamos na bola e no pau.
Três gols de Catimbira.
Trinta anos passados ainda temo a apresentação de recurso ao STJD.
Os pititingas são chegados a essas coisas de leis.
sexta-feira, outubro 05, 2007
DOM QUIXOTE & SANCHO PANÇA
Os amantes do futebol que assistiram aos últimos jogos do América no Machadão não se arrependeram. E não digo isso tão-somente pelo vistoso futebol de Souza, pela habilidade de Berg, pela liderança de Leandro Sena, pela precisão do xerifão Robson ou pelo novo paredão chamado Sérvulo. Também não me refiro à garra, à dedicação ou ao comovente esforço destes verdadeiros heróis que compõem o elenco alvirrubro. Hoje, é a cumplicidade entre os guerreiros do campo e os das arquibancadas que mais emociona.
A fanática e fidelíssima torcida não abandona o time e, a cada jogo, é mais determinante.
É uma luta pelo impossível. O Mecão, tal qual Dom Quixote, luta contra moinhos. Mas isso não o deprecia. Ao contrário, fortalece e faz das batalhas ainda mais belas. E ao seu lado, sempre ao seu lado, permaneceremos nós, os céticos, porém encantados Sanchos Panças.
sexta-feira, julho 13, 2007
O Dunga é Zangado
O Dunga parece ter um certo conhecimento, mas está muito longe de ser um bom técnico (meu irmão mais novo, David, vai além e diz que ele sequer é técnico). Penso, entretanto, que isso é o de menos. O pior é o quanto ele é desagradável. Como é mal educado. Um grosseirão.
Já passou da hora de ele lembrar que Dunga é o nome do anão mudo da Branca-de-Neve, seguir o exemplo, e ficar calado.
Essa sensação de perseguição, esse espírito combativo e, principalmente, essas agressões quase sempre gratuitas aos jornalistas (os inimigos) são condutas típicas de pessoas não muito inteligentes. Um intolerante como ele não merece qualquer tolerância.
Independentemente do resultado da final da Copa América, FORA DUNGA!
quarta-feira, junho 13, 2007
Fim das comemorações.
Renato Gaúcho decretou hoje, dia 13 de junho de 2007, o "fim das comemorações referentes à conquista da COPA DO BRASIL". FLUZÃO rumo ao campeonato brasileiro!
Falando nele, campeonato brasileiro, assisti hoje na TV o bem humorado ROCK GOL da MTV. Num determinado momento, eles apresentaram a tabela de classificação do brasileirão. O América do RN estava em 1º lugar (não estou "mangando" do time) e o Vasco em último. Depois que eles falaram que o critério era "classificação por ordem alfabética", a minha ficha caiu. Brincadeiras a parte, é hora do Mecão se situar e reverter esse quadro sombrio. Há muita água para passar debaixo da ponte mas não se pode deixar o tempo passar. Ainda dá pra recuperar e sair dessa situação. Boa sorte, Mecão!
Falando nele, campeonato brasileiro, assisti hoje na TV o bem humorado ROCK GOL da MTV. Num determinado momento, eles apresentaram a tabela de classificação do brasileirão. O América do RN estava em 1º lugar (não estou "mangando" do time) e o Vasco em último. Depois que eles falaram que o critério era "classificação por ordem alfabética", a minha ficha caiu. Brincadeiras a parte, é hora do Mecão se situar e reverter esse quadro sombrio. Há muita água para passar debaixo da ponte mas não se pode deixar o tempo passar. Ainda dá pra recuperar e sair dessa situação. Boa sorte, Mecão!
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